quinta-feira, 22 de março de 2018

Aumento no consumo de esteroides



Resumo estudos recentes em diferentes países têm mostrado um aumento no consumo de esteroides anabolizantes entre os jovens e os danos causados pelo uso indiscriminado. No Brasil, a investigação sobre o abuso de esteroides é escassa.

O presente estudo analisa a percepção de risco dos problemas de saúde associados com o consumo de esteroides anabolizantes entre jovens da classe trabalhadora adultos envolvidos em corpo-práticas de construção em um bairro pobre da cidade de Salvador, Bahia, brasil. 

A metodologia envolveu uma abordagem antropológica com base em técnicas de pesquisa qualitativa que consiste de etnografia, entrevistas em profundidade e grupos de foco com os usuários de esteroides. 

Os dados descrevem as substâncias mais comuns consumidos, e destacar a falta de informação dos entrevistados sobre os potenciais relacionados com riscos para a saúde, mostrando que, para muitos esteroides consumidores, a busca por músculo-desenvolvimento de massa para alcançar um corpo idealizado substitui o risco de efeitos secundários nocivos. 

Abuso das substancias


Os resultados indicam a necessidade de, culturalmente sensíveis, medidas para impedir o abuso de esteroides entre os jovens. Palavras-chave Abuso de Substâncias; Esteróides Anabolizantes; Exercício; Fatores de Risco; Antropologia resumo Estudos recentes em diferentes países têm apontado para o aumento do consumo de esteróides anabolizantes entre jovens fisiculturistas e atletas, e os danos à saúde causados pelo seu uso indiscriminado. 


No Brasil, estudos sobre o uso de anabolizantes são escassos. No presente trabalho, examina a percepção de risco para a saúde associados ao consumo de esteróides anabolizantes entre jovens fisiculturistas de um bairro pobre da cidade de Salvador. A metodologia focada em métodos de coleta de dados qualitativos, tais como a etnografia, entrevistas semi-estruturadas e grupos focais com usuários de esteróides anabolizantes. 

Os dados produzidos descrever as principais substâncias utilizadas e os padrões de consumo, e apontam a falta de informação dos jovens entrevistados sobre a extensão dos danos à saúde decorrentes do consumo de esteróides anabolizantes, mostrando que, para muitos, o desejo de desenvolver massa muscular e alcançar o corpo ideal supera o risco de efeitos colaterais. 

Os resultados indicam a necessidade de se desenvolver ações culturalmente apropriadas, voltadas para a prevenção do abuso de esteróides anabolizantes junto a esta população. 

Maior quantidade de músculos


Esteroides anabolizantes antropologia a crescente valorização do corpo nas sociedades de consumo pós-industrial  que se reflecte nos meios de comunicação de massa, que expõem como o modelo ideal de corpo e masculinidade um corpo inflado de músculos podem estar contribuindo para um crescente número de jovens envolvidos com o uso de esteroides anabolizantes, com a intenção de desenvolver rapidamente a massa muscular (Courtine, 1995). 

O consumo dessas substâncias, especialmente entre jovens fisiculturistas e atletas, tem sido registrado com freqüência crescente em vários países . Nos Estados Unidos, a população de estudo realizado em 1993 estimou que mais de um milhão o número de usuários de esteróides anabolizantes (Yesalis et al., 1993). 

Em um recente relatório, o Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (NIDA, 2001) relata que o percentual de estudantes da escola secundária (high school) que usaram essas substâncias cresceu 50% nos últimos quatro anos, passando de 1,8% para 2.8. 


O aumento do consumo de suplementos alimentares e esteroides anabolizantes nesta população (Durant et al., 1993; Yesalis, 1997) conduziu o u.s. governo a lançar, no ano passado, uma campanha nacional para alertar os jovens dos perigos associados com o seu uso (NIDA, 2001).  No Brasil, os estudos que tratam do uso de esteroides anabolizantes são escassos, não há dados epidemiológicos que indicam a medida de consumo dessas substâncias.

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